Cãoera (D&D 5ª ed) - Bestiário Tropical pag. 060

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Essa criatura se assemelha à mistura de cachorro e morcego, do tamanho de um abutre. Possui cauda, olhos vermelhos e pelos escuros, suas patas dianteiras são asas e sua face exibe uma forte mandíbula.


Essa espécie vive solitária ou em pequenos bandos e habitam grandes florestas tropicais. Alimentam-se exclusivamente de sangue e tem preferência por humanoides. São caçadores furtivos e preferem alvos adormecidos. Normalmente suas vítimas ficam completamente secas, praticamente mumificadas, após terem até a última gota drenada de suas veias. Aqueles que adentram a selva evitam falar alto ou cozinhar no local para não atrair a atenção dessas bestas.


Método de caça. Cãoeras prestam bastante atenção aos arredores e sabem instintivamente os sinais que indicam a presença de humanoides na floresta, como os odores relacionados ao fogo e carne sendo queimada, o som de vozes. Costumam aguardar que estejam todos dormindo e então emitir ondas ultrassônicas hipnóticas nos guardas, fazendo com que durmam. Podem drenar totalmente seus alvos ali mesmo no local ou carregá-los para seus ninhos, para dar alimento fresco aos seus filhotes.


Habitação. Cãoeras costumam viver em buracos no alto de escarpas e penhascos ou cavados por eles no chão, de onde quase nunca saem durante o dia.


Besta Magica dos Cupendipe. Um pajé Cupendiepe (Bestiário Tropical, p. 44) pode usar a magia Invocar Animais para invocar um Cãoera, mesmo que este não seja do tipo "fera", mas a magia só dura 1 minuto, ao invés vez de 1 hora.


Cãoera

Monstruosidade média, neutro e mau.

 

Classe de Armadura: 15 (armadura natural)

Pontos de vida: 72 (16d6 +16)

Deslocamento: 3 m, voo 12 m

 

FOR DES CON INT SAB CAR

17 (+3) 16 (+3) 13 (+1) 2 (-4) 14 (+2) 6 (-2)

 

Perícias: Furtividade +5, Percepção +4

Resistências a dano: Cortante de ataques não-mágicos.

Sentidos: Percepção às cegas 18 m, Percepção passiva 14.

Idiomas: Nenhum.

Desafio: 3 (700 XP)

 

Animal de Carga. Esta criatura é considerada de tamanho Grande para determinação da própria capacidade de carga.


Audição e Olfato Aguçados. Esta criatura tem vantagem em testes de Sabedoria (Percepção) que dependam da audição ou olfato.


Ecolocalização. Enquanto não puder ouvir, o Cãoera não possui percepção às cegas.

 

Ações:


Mordida. Arma de Combate Corpo a Corpo: +5 para acertar, alcance 1,5 m, um alvo. Dano: 5 (1d4 + 3) pontos de dano perfurante. Se o alvo for uma criatura, ela deve ser bem-sucedida em uma salvaguarda de Constituição com CD 11 ou sofrerá 10 (4d4) pontos de dano necrótico. O máximo de pontos de vida do alvo é reduzido numa quantidade igual ao dano necrótico sofrido. A redução dura até o alvo terminar um descanso longo. O alvo morre se esse efeito reduzir seu máximo de pontos de vida a 0. O dano causado por esse ataque não desperta uma criatura adormecida.


Eco de Ninar (Recarga 5-6). O Cãoera deixa uma criatura a 18 metros dele, que ele possa ver e que seja capaz de ouvi-lo, sonolenta. O alvo faz uma salvaguarda de Sabedoria CD 12. Se falhar, ficará atordoado por 1 turno. Se o alvo falhar por 5 ou mais, entra em um sono mágico, caindo Inconsciente até o adormecido sofrer dano ou alguém usar uma ação para acordá-lo.

Constructos, mortos-vivos e criaturas imunes a serem enfeitiçadas ou ao sono não são afetadas por este efeito.

 

Adapte o Cãoera para outros sistemas com nosso Grimório

 

Imagem: Chiou


Fontes de pesquisa:


OLIVEIRA, Adélia Engrácia de. O mundo encantado e maravilhoso dos índios Mura. Belém: Falangola, 1984.


PEREIRA, Franz. Painel de Lendas & Mitos da Amazônia. Artigo vencedor do Concurso “Folclore Amazônico 1993” da Academia Paraense de Letras. 1ª reedição revisada. Belém. 2001.


Canção “Cãoera”, do Boi Caprichoso. Festival de Parintins, 2015.


Depoimentos recolhidos com moradores do estado do Amazonas.


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