Cabeça de Cuia (D&D 5ª ed) - Bestiário Tropical pag. 090

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Magro e ossudo, o homem de olhos grandes e dentes serrilhados aparece na água. Sua cabeça é grande e redonda, como se fosse uma grande bacia ou cuia. Seus membros são alongados e seus músculos duros parecem ter sido torcidos junto aos ossos deformados e tortos de seu corpo. Ainda assim, ele é completamente silencioso, não emitindo nenhum som ao atacar.


Chamam tais aberrações de Cabeça de Cuia, seres amaldiçoados por terem cometido um pecado mortal. Esta é a sina de um pescador que mate a própria mãe, usando de violência, tendo uma maldição que o impede de morrer e o prende eternamente ao rio que antes trazia seu sustento. Agora, ele irá buscar se alimentar de carne de humanóides, atacando principalmente pescadores solitários, lavadeiras de roupa ou pessoas que acampam na margem do rio, durante a lua cheia.


É comum que, um Cabeça de Cuia viva e cace completamente sozinho. Quando ataca seus alvos, ele normalmente irá observá-los à distância primeiro, esperando o momento certo de agarrar uma

vítima e puxá-la para o fundo do rio. Não é incomum que, para fazer isso, opte por virar uma embarcação de pequeno porte, jogando os tripulantes todos na água.


Hibernação. Um Cabeça de Cuia normalmente hiberna vários meses do ano, acordando só

durante as cheias do rio.


Sete Marias. Uma vez há cada sete anos, durante as cheias, essa criatura tenta devorar uma moça de nome "Maria". Se conseguir devorar sete, sua maldição se encerra. Note que ele não possui meios para saber o nome de suas vítimas, agindo por tentativa e erro.


Prisão do Rio. O Cabeça de Cuia é incapaz de se afastar voluntariamente mais do que alguns passos da água do rio.



Cabeça de Cuia

Aberração média, caótico e mau

 

Classe de Armadura: 14 (armadura natural)

Pontos de vida: 127 (17d8 + 51)

Deslocamento: 9 m, Natação 15 m

 

FOR DES CON INT SAB CAR

18 (+4) 14 (+2) 17 (+3) 6 (-2) 10 (+0) 8 (-1)

 

Perícias: Furtividade +5, Percepção +3

Sentidos: Visão no escuro 18 m, percepção passiva 13

Idiomas: Entende Comum, Aquan e Infernal, mas não pode falar.

Desafio: 5 (1.800 XP) Bônus de Proficiência: +3

 

Anfíbio. Essa criatura é capaz de respirar tanto ar como água.


Constituição Poderosa. Esta criatura é considerada de tamanho Grande para determinação da própria capacidade de carga.


Regeneração. O Cabeça de Cuia recupera 10 pontos de vida no início de cada um dos seus turnos. Se ele sofrer dano ígneo ou for totalmente removido da agua, esse traço não funcionará até o início de seu próximo turno. O Cabeça de Cuia morre apenas se começar seu turno com 0 pontos de vida e não puder se regenerar.

 

Ações:


Clava de Osso. Arma de Combate Corpo a Corpo: +7 para acertar, alcance 1,5 m, um alvo. Dano: 13 (2d8 + 4) pontos de dano contundente.


Agarrar. Arma de Combate Corpo a Corpo: +7 para acertar, alcance 1,5 m, um alvo. Dano: 6 (1d4 + 4) pontos de dano contundente, e o alvo fica agarrado (CD 15 para escapar). Até o agarrão terminar, o alvo está contido e o Cabeça de Cuia não pode atacar outro alvo.

 

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Imagem: Dex Drakon, para o jogo "The Last Night Mary"


Fontes de pesquisa:


ALVES, Januária. Abecedário de Personagens do Folclore Brasileiro. 1ª Edição. São Paulo: FTD: SESC Edições, 2017.


CASCUDO, Câmara. Geografia dos Mitos. 1ª ed. São Paulo: Global editora. 2012.


GONÇALVES NETO, Vítor. O cabeça de cuia: Regionalismo, tradição e folclore. Jornal do Dia, Porto Alegre, n. 103, p. 17-23, 1º fev. 1959.


LACERDA; Naziozênio. A INTERAÇÃO COMUNICATIVA NA LENDA DO CABEÇA DE CUIA: UM ESTUDO NA PERSPECTIVA DA ECOLINGUÍSTICA. Travessias, Cascavel, v. 14, n. 1, p. 198-217, jan./abr. 2020.


MAGALHÃES, Maria do Socorro. A lenda do Cabeça-de-Cuia: estrutura narrativa e formação do sentido. Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade de Passo Fundo - v. 7 - n. 1 - p. 151-160 - jan./jun. 2011.







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