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Canhambora (D&D 5ª ed) - Bestiário Tropical pag. 106


Um homem grande e forte aparece, coberto de cicatrizes e pelos, que lhe dão um aspecto assustador. Ele quase não veste roupa alguma e suas feridas são ainda estão abertas e sangram tanto que de forma alguma ele poderia estar vivo no momento. Seus olhos brilham em cores gritantes. Seus cabelos são longos e sujos, seus dentes mostram um sorriso sádico de vingança e ele maneja um facão em cada um de suas mãos.


A palavra "canhambora" vem de um antigo idioma indígena e significa algo como "não está mais preso". Em sociedades primitivas, onde a escravidão fez marca em seu povo, o ódio daqueles que foram subjugados pode trazer de volta espíritos violentos, que buscarão vingança sem descanso contra aqueles antes lhe faziam mal. Canhamboras não conhecem clemência e não poupam sequer crianças que compartilhem características de seus antigos captores, mas muitos canhamboras jamais atacam alguém que compartilhe as características que o fizeram se discriminado em vida.


Esses mortos-vivos costumam ter forte ligação com a mata e seus animais, habitando esses espaço e usando a natureza como um meio para sua jura eterna de vingança. Também é comum que fiquem agitados em dias santos ou quando alguém adentra pelas matas próximas de onde viveu ou morreu.


A vingança nunca acaba. Quando todos os inimigos jurados do Canhambora morrem, eles não para sua vingança. Ele começa a se vingar de criaturas semelhantes (criaturas com profissões parecidas ou até de mesma raça ou etnia) ou de criaturas que cometem outras injustiças que o Canhambora não tolere, como caçadores que não respeitam a mata.


Canhambora

Morto-vivo médio, qualquer mau.

 

Classe de Armadura: 16 (armadura natural)

Pontos de vida: 16 (armadura natural)

Deslocamento: 9 m

 

FOR DES CON INT SAB CAR

19 (+4) 17 (+3) 18 (+4) 13 (+1) 16 (+3) 14 (+2)

 

Salvaguardas: Furtividade +7, Sobrevivência +7, Percepção +7

Perícias: Furtividade +7, Sobrevivência +7, Percepção +7

Resistência a dano: Contundente, cortante e perfurante de ataques não-mágicos

Imunidade a dano: Necrótico, venenoso

Imunidade a condições: Enfeitiçado, envenenado, exausto

Sentidos: Visão no escuro 36m, percepção passiva 17

Idiomas: Comum, abissal e outro idioma

Desafio: 12 (XP 8.400) Bônus de Proficiência: +4

 

Conjuração. O Canhambora é um conjurador de 11° nível. Sua atributode conjuração é sabedoria (CD de salvaguarda de magia 15, +7 para atingir com ataques com magia). Ele possui as seguintes magias preparadas:

1° nível (4 espaços): Amizade Animal, Marca do Predador, Névoa Obscurecente;

2° nível (3 espaços): Encontrar Armadilhas, Sentido Feral;

3° nível (3 espaços): Crescimento de Plantas, Indetectável.


Conjuração Inata. O atributo de conjuração de um Canhambora é Sabedoria (salvaguarda de magia 15). Ele pode conjurar, inatamente, as seguintes magias, sem necessidade de componentes materiais:

3/dia cada: Reviver os Mortos (apenas animais), Rogar Maldição, Terreno Alucinatório.

Inimigo Jurado. O Canhambora jurou de morte aqueles que o levaram a morte e os individuos relacionados a eles. Ele tem vantagem em rolagens de ataque com arma, em testes de Sabedoria (Sobrevivência) para rastrear seus inimigos jurados, bem como em testes de Inteligência para se lembrar de informações sobre eles.


Resistência à Expulsão. O Canhambora possui vantagem em salvaguardas contra qualquer efeito de expulsar mortos-vivos.


 

Ações:


Ataques Múltiplos. O Canhambora faz três ataques com facão.


Facão. Arma de Combate Corpo a Corpo: +8 para acertar, alcance 1,5 m, um alvo. Dano: 7 (1d6 + 4) pontos de dano cortante + 18 (4d8) pontos de dano necrótico.


Invisibilidade. Esta criatura fica invisível até atacar ou até a concentração acabar (como se estivesse se concentrando em uma magia). Qualquer equipamento que esteja usando ou carregando também fica invisível.

 

Reações:


Aparar. O Canhambora adiciona 4 em sua CA contra um ataque corpo-a-corpo que poderia atingi-lo. Para tanto, o Canhambora deve poder ver o atacante e estar empunhando uma arma corpo-a-corpo.

 
 

Imagem: Julia GMA (sigam ela)


Fontes de pesquisa:


ARAÚJO; Alceu M. Estórias e Lendas de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Tomo I. 2ª edição. São Paulo: Edigraf. 1960.


ALVES, Januária. Abecedário de Personagens do Folclore Brasileiro. 1ª Edição. São Paulo: FTD: SESC Edições, 2017.


CASCUDO, Câmara. Geografia dos Mitos. 1ª ed. São Paulo: Global editora. 2012.


LOBATO, Monteiro. Saci Pererê: O Resultado de um Inquérito. Jaguaré: Editora Globo. 2008.


SILVA, Martiniano José. QUILOMBOS DO BRASIL CENTRAL: SÉCULOS XVIII E XIX (1719 - 1888). INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ESCRAVIDÃO. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Goiás: Goiânia, 1998.


TAVARES DE LIMA, Rossini. Mitos do Estado de S. Paulo. Revista do Arquivo Municipal. Vol 117 - 120. São Paulo: Arquivo Municipal, 1947.



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