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Cobra Norato (DnD 5ª ed) - Bestiário Tropical pag. 109

Atualizado: 25 de mar.


A imensa cobra de escamas escuras emerge do rio. Se corpo gigantesco seria capaz de facilmente enrolar uma navegação inteira ou engolir um homem em apenas uma bocada, mas há algo de estranho com seus olhos, tão majestosos e doces. Conforme o cair da noite se aproxima, uma aura mágica começa a rodear a serpente, até que esta se transforma em um belo homem, de pele cabocla e rosto sorridente. Ele se apresenta como Honorato.


Cobra Norato (que quando está em forma humana prefere ser chamado de Honorato) nasceu filho de uma mulher dos povos nativos da floresta. Há quem diga que seu pai foi uma cobra grande, um boto ou outra entidade da mata. Quando nasceu, seu corpo se transformou em uma serpente e ele fugiu para o rio, onde cresceu e adquiriu cada vez mais poder, mas seu coração permaneceu bondoso, sempre visitando sua mãe e ajudando as comunidades ribeirinhas. Ao cair da noite, Cobra Norato é capaz de mudar para sua versão humanoide e aproveitar a companhia de pessoas, alegria de festas e brincadeiras, sendo um homem sorridente e um excelente dançarino, sempre disposto a contar uma boa história, completamente o oposto de sua irmã gêmea, Maria Caninana.


Questões de família. Maria Caninana (ficha 108) e Cobra Norato são gêmeos e não poderiam ser mais diferentes. Por esse motivo, caso os dois se encontrem, é muito provável que ambos lutem entre si, assim como também é possível que um tente convencer o outro a mudar seu estilo de vida e seu comportamento.


Fim da maldição. Segundo uma profecia de um velho pajé, Honorato estaria livre da forma de cobra, podendo ser homem durante o dia, se um dia ele achar alguém capaz de derrotá-lo em um combate singular justo e sério, coisa que nunca ocorreu.


Cobra Norato

Monstruosidade enorme, neutro e bom.

 

Classe de Armadura: 16 (armadura natural)

Pontos de vida: 304 (29d12 + 145)

Deslocamento: 12 m, natação 12 m (9m na forma humanoide)

 

FOR DES CON INT SAB CAR

23 (+6) 16 (+3) 18 (+4) 12 (+1) 16 (+3) 17 (+3)

 

Salvaguardas: Con +8, Sab +7, Car +7

Perícias: Acrobacia +7, Atuação +7, Furtividade +7,Percepção +7,, Persuasão +7, Sobrevivência +7

Resistência a dano: Venenoso

Imunidade a condições: Envenenado

Sentidos: Visão no Escuro 18 m, percepção às cegas 3m, percepção passiva 17

Idiomas: Silvestre e Comum, mas só fala comum na fora humanoide.

Desafio: 11 (7.200 XP) Bônus de Proficiência: +4

 

Anfíbio. Esta criatura pode respirar ar e água.


Metamorfo. Cobra Norato pode usar uma ação para metamorfosear-se na forma de um humanoide médio ou de volta para sua forma de Cobra Grande. As estatísticas dele são as mesmas em qualquer forma, exceto pelas mudanças de deslocamento indicadas.. Qualquer equipamento que ele estiver usando ou carregando não é transformado. Ele reverte para a forma verdadeira ao morrer. Essa habilidade funciona apenas durante a noite.

Resistência à Magia. Esta criatura tem vantagem em salvaguardas contra magias e outros efeitos mágicos.


Senhor do Rio. Cobra Norato pode conjurar qualquer magia de água de nível 3 ou inferior relacionada ao seu rio como magia inata e sem necessidade de componentes. Seu atributo de conjuração é Carisma (salvaguarda de magia CD 15, bônus de ataque +7).


 

Ações:


Ataques Múltiplos. Cobra Norato faz dois ataques: um com a mordida e outro de constrição (se estiver na forma de cobra), ou dois ataques com facão (se estiver na forma de humanoide).


Facão (apenas na forma humanoide). Arma de Combate Corpo a Corpo: +10 para acertar, alcance 1,5 m, um alvo. Dano: 11 (1d8 + 6) pontos de dano cortante.


Mordida. Arma de Combate Corpo a Corpo: +10 para acertar, alcance 3 m, um alvo. Dano: 13 (2d6 + 6) pontos de dano perfurante.


Constrição. Arma de Combate Corpo a Corpo: +10 para acertar, alcance 1,5 m, um alvo. Dano: 19 (2d12 + 6) pontos de dano contundente, e o alvo fica agarrado (CD 17 para escapar). Até o agarrão terminar, o alvo está contido e Cobra Norato não pode agarrar outro alvo.

 
 

Imagem: Márcio Takara


Fontes de pesquisa:


ALVES, Januária. Abecedário de Personagens do Folclore Brasileiro. 1ª Edição. São Paulo: FTD: SESC Edições, 2017.


BEZERRA, Ararê; DE PAULA, Ana Maria. Lendas e Mitos da Amazônia. Rio de Janeiro: DEMEC/PA, 1985.


CASCUDO, Câmara. Geografia dos Mitos. 1ª ed. São Paulo: Global editora. 2012.


MELLO, Anísio. Estórias e Lendas da Amazônia. 2ª edição. São Paulo: Edigraf. 1960.


NEVES, Abel. Lendas e Fatos da Amazônia. Brasília: Editora Regional, 1988.


HENNEBERT, Hannah Yakovah. The Amazonian myth of Honorato and Caninana: A Brazilian way to explain the Syzygy. Revista de Estudos de Literatura, Cultura e Alteridade-Igarapé, v. 11, n. 1, 2018, p.37-47


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