Cumacanga (D&D 5ª ed) - Bestiário Tropical pag. 010

Uma cabeça sem corpo, envolta em chamas, voa pela noite. É uma cabeça de mulher. Seu rosto se contrai em um sorriso macabro e ela emite constantes gargalhadas sinistras. Seu voo é em um padrão errático, caótico e imprevisível.


Uma cumacanga é um ser amaldiçoado. Quando um sacerdote que tenha voto de castidade quebrar esse voto e constituí família, sua 7ª criança, se for mulher, estará amaldiçoada. A partir dos 13 anos, nas noites de sexta-feira (ou equivalente do cenário), a cabeça se solta do corpo e vaga pela noite, transfigurada em cumacanga. Ao primeiro raiar do dia, ela retorna ao corpo o mais rápido que puder.


Após a transformação, que é impossível de resistir, a cumacanga esquece completamente de quem é e fica tomada pelo desejo de criar caos e assustar os mortais. Costumam vagar por florestas e estradas, voando sem destino algum. Quando encontram alguém, avançam sobre a pessoa, mas não matam de imediato, pois sente prazer em assustar, perseguir e fazer com que seus alvos fujam, chorem e se desesperem. Seus alvos preferidos são crianças perdidas na mata.


Insanidade. Transformada, a cumacanga é um ser inteligente, mas é tomado pela loucura e o desejo de fazer mal. Ela é capaz de. pensamentos racionais para isso e não possui memórias de sua "vida mortal". Quando em forma humana, sua personalidade pode ser de qualquer tipo e muitas nem tem lembranças do que fizeram quando estavam transformadas.


Corpo. O corpo da cumacanga é seu ponto fraco. Se for apunhalada no coração, ela morrerá e ela tem consciência disso.


Natureza dupla. Quando não estiver transformada, a cumacanga perde todas as resistências e imunidades e leva uma vida normal. Embora ela não precise respirar, comer, beber ou dormir, ela sente a necessidade de fazê-lo sempre que estiver destransformada. É impossível distingui-la de um ser vivo, exceto com magia.


Maldição. A maldição se encerra apenas com as magias Restauração maior ou Desejo. Se isso for feito, a cumacanga volta a ser um humanoide de seu tipo de nascença.


Rosto irreconhecível. O rosto da cumacanga fica deformado e coberto de fogo durante a transformação, não podendo ser reconhecido.



Cumacanga

Morto vivo miúdo, caótico e mau

 

Classe de Armadura: 14

Pontos de vida: 24 (7d4+7)

Deslocamento: 0 m, voo 15m.

 

FOR DES CON INT SAB CAR

14 (+2) 17 (+3) 13 (+1) 10 (+0) 12 (+1) 14 (+2)

 

Resistências: Necrótico, gélido; Contundente, cortante e perfurante de ataques não-mágicos

Imunidade a danos: Ígneo, venenoso.

Imunidade a condições: Amedrontado, enfeitiçado, caído, envenenado, exausto.

Sentidos: Visão no escuro 36 m, percepção passiva 11

Idiomas: Compreende idiomas que falava durante o dia, mas não pode falar.

Desafio: 2 (450 XP)

 

Assustar. A cumacanga pode usar uma ação bônus para infligir terror a uma criatura a até 9 metros dela através de sua gargalhada. O alvo faz uma salvaguarda de sabedoria (CD 12) e, se falhar, ficará amedrontado até o final de seu próximo turno.


Corpo Ardente. Uma criatura que toque a cumacanga ou a atinja com um ataque corpo a corpo a até 1,5 metro sofre 4 (1d8) de dano de fogo.


Iluminação. A cumacanga emite luz plena num raio de 3 metros e penumbra por mais 3 metros.

 

Ações:


Mordida. Arma de Combate Corpo a Corpo: +4 para acertar, alcance 1,5 m, um alvo. Dano: 5 (ld6 + 2) pontos de dano perfurante mais 4 (1d8) de dano ígneo.

 

Adapte a Cumacanga para outros sistemas com nosso Grimório

 

Imagem: Ícaro Augusto Maciel (Elchavoman)


Fontes de pesquisa:


ALVES, Januária. Abecedário de Personagens do Folclore Brasileiro. 1ª Edição. São Paulo: FTD: SESC Edições, 2017.

CASCUDO, Câmara. Geografia dos Mitos. 1ª ed. São Paulo: Global editora. 2012.

CUSTODIO, POLYANA C. O FASCÍNIO PELO MEDO: ELEMENTOS QUE INSTIGAM. Rio Claro: UNESP. 2015.

ESTEVES, Marcele. PAULO CÉSAR PINHEIRO: A POÉTICA DAS IDENTIDADES. Dissertação de Mestrado. São João del Rey: UFSJ. 2008.

HARRIS, Mark O lobisomem entre índios e brancos: o trabalho da imaginação no Grão-Pará no final do século XVIII. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, nº 47. São Paulo: USP. Setembro de 2008.

SOUZA, Cassius André. Monstruário: O Livro dos Monstros Sensíveis. Dissertação de mestrado. Pelotas: UFPEL. 2015.


Narrativas orais, recolhidas pelo Grimório Tropical, com famílias do sul do Maranhão.

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