Dandara dos Palmares - Personagens do Brasil pag. 009

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Pouco se sabe de Dandara, esposa de Zumbi, sacerdotisa e guerreira dos Palmares. Sua origem é um mistério. Alguns creem que teria nascido na África, no Reino de Beni, onde era comum que os sacerdotes fossem iniciados nas artes e técnicas de forja e guerra, além dos ritos religiosos. Diz a história que ela teria forjado suas gubassás, tipo de lâmina cerimonial, usada tanto para combate quanto para ritos religiosos, para abrir os caminhos.


Era uma mulher baixa e robusta, bastante ornamentada com símbolos que remetiam a sua origem e era conhecida por acolher carinhosamente os que buscavam refúgio em Palmares. Algumas narrativas dizem que ela teria poderes mágicos, sendo inclusive capaz de curar e alentar os feridos, mas sua principal função é sempre descrita como comandante militar.


Participaria ativamente da política do quilombo, mesmo antes de se tornar sua rainha. Era uma ferrenha opositora aos acordos com os portugueses e acreditava que os atos deles não deveriam ser perdoados em nenhuma hipótese. Ao assumir como consorte, passou a comandar sua tropa nos ataques às fazendas próximas, libertando cativos e angariando recursos para o quilombo.


A maior parte de sua história é um mistério, envolto em lendas orais, sem fonte definida, mas teria tido que teve três filhos e estado ao lado de Zumbi durante seus 15 anos de reinado. Quando Domingos Jorge Velho invadiu Palmares, sua unidade tentou impedir sua entrada pelo Mocambo do Sucupira, mas sem sucesso contra os mais de 6 mil homens e sua pesada artilharia.


Se fosse capturada, seria levada à capital da província e vendida, mas recusou-se a ser escravizada, atirando-se de uma pedreira, preferindo a morte.


Dandara dos Palmares

Humanoide médio

 

Classe de Armadura: 18 (couro batido, escudo)

Pontos de vida: 102 (12d8 + 48)

Deslocamento: 9 metros

 

FOR DES CON INT SAB CAR

18 (+4) 16 (+3) 19 (+4) 15 (+2) 15 (+2) 17 (+3)

 

Salvaguardas: Con +8, Sab +8, Car +6

Perícias: Intimidação +6, Medicina +8, Percepção +8, Persuasão +6, Religião +5

Sentidos: Percepção passiva 18

Idiomas: Comum e outros idiomas que sejam necessários no cenário (equivalentes à africanos ou indígenas).

Desafio: 10 (5.900 XP) Bônus de proficiência: +4

 

Benção do Ferreiro de Guerra. Enquanto estiver usando armadura, Dandara recebe +2 de bônus na CA. As armas de metal empunhadas por Dandara são mágicas e causam 2d6 de dano extra (já incluído nas estatísticas).


Bravura. O Zumbi dos Palmares tem vantagem em testes de resistência para não ser amedrontado.


Conjuração. A Dandara é um conjurador de 9° nível. Sua habilidade de conjuração é Sabedoria (CD de salvaguarda de magia 16, +8 para atingir com ataques com magia). Ela possui as seguintes magias de clérigo preparadas:


Truques (à vontade): Chama Sagrada, Luz, Reparar, Taumaturgia

1° circulo (4 espaços): Curar Ferimentos, Destruição Cauterizante, Escudo da Fé, Raio Guiador

2° circulo (3 espaços): Acalmar Emoções, Arma Espiritual, Esquentar Mental, Restauração Menor, Oração de Cura

3° circulo (3 espaços): Criar Comida e Água, Guardiões Espirituais, Manto do Cruzado, Palavra Curativa em Massa, Remover Maldição, Revivificar

4° circulo (3 espaços): Defensor da Fé, Fabricar, Pele-Rocha, Proteção Contra a Morte

5° circulo (3 espaços): Coluna de Chamas, Curar Ferimentos em Massa, Imobilizar Monstro


Visão Aguçada. Dandara tem vantagem em testes de Sabedoria (Percepção) que dependam da visão.

 

Ações:


Ataques Múltiplos. Dandara realiza três ataques corpo-a-corpo.


Gubassá. Arma de Combate Corpo a Corpo: +7 para acertar, alcance 1,5 m, um alvo. Dano: 13 (3d6 + 3) pontos de dano cortante.

 

Reações:


Ataque Direcionado (Recarrega após um descanso longo ou curto). A Dandara concede um bônus de +10 em uma jogada de ataque própria ou de uma criatura de até 9m dela. A Dandara pode escolher fazer uso desse bônus após rolar os dados, porém antes de saber se o resultado foi um acerto ou uma falha.

 

Informações, curiosidades e ganchos p/ RPG:


  • A estrutura política de Palmares não era centralizada, ainda que houvessem lideranças. Suas várias aldeias compunham relações entre si, como em uma confederação ou república.

  • Os três filhos (Motumbo, Harmódio e Aristogíton) de Dandara teriam seguido carreira militar. Ela chegou a ver alguns deles caírem em batalha.

  • Dandara também era versada no uso de lanças e javelinas.

  • Uma versão sugere que Dandara teria estado envolvida na queda e possível assassinato de Ganga Zumba, antigo rei de Palmares que estaria fazendo acordos com os portugueses pela independência do quilombo, onde seria necessário entregar alguns dos antigos cativos de volta ao regime do império.

  • Dandara comandou ataques às fazendas próximas ao quilombo. Historicamente, também sabe-se que os palmarinos cobravam impostos e tributos de várias vilas próximas.

  • Sobre os bandeirantes paulistas que invadiram Palmares, vale ressaltar que a população local de fazendeiros não apreciava sua presença, pois eles saqueavam as fazendas em busca de comida.

 

Havia escravidão em Palmares?


Embora exista um movimento que tenta propagar que Zumbi seria um "senhor de escravos", não foi encontrado nenhum documento historiográfico que afirme ter existido escravidão no Quilombo dos Palmares. Essa hipótese é, até o momento, apenas uma suposição infundada.

 

Informações Técnicas:


Nome: Dandara dos Palmares

Nascimento: Desconhecido

Morte: 06 de fevereiro de 1695, Serra Dois Irmãos, Capitania de Pernambuco, Brasil colonial (atual Viçosa, Alagoas)

Esposo: Zumbi



Fontes de pesquisa:


ARRAES, Jarid. As Lendas de Dandara. São Paulo: Editora de Cultura, 2015.


CAETANO, Janaína Oliveira, CASTRO, Helena Carla. DANDARA DOS PALMARES: UMA PROPOSTA PARA INTRODUZIR UMA HEROÍNA NEGRA NO AMBIENTE ESCOLAR. Dossiê: Ensino de História, História das Mulheres e Desigualdades Sociais no Brasil. Revista Eletrônica História em reflexão.Dourados, MS | v. 14 | n. 27 | p. 153-179 | Jan. / Jun. 2020


LEITE, Maria Laís dos Santos.LUTANDO COM DANDARA DE PALMARES: FEMINISMOS E REPRESENTATIVIDADE NA LITERATURA CONTEMPORÂNEA.RELACult – Revista Latino-Americana de Estudos em Cultura e SociedadeV. 06, nº 01, jan-abr., 2020, resenha nº1864 | claec.org/relacult | e-ISSN: 2525-7870


LOPES, Nei. Enciclopédia brasileira da diáspora africana. São Paulo: Selo Negro, 2004.


MARQUES, Danilo Luiz. Sob a “sombra” de Palmares: escravidão. Memória e resistência na Alagoas oitocentista. Tese (Doutorado em História Social), Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2018.


NITRO, Newton. DANDARA. A RAINHA GUERREIRA DOS PALMARES. 1ª Edição – 2015


SOUZA, Duda Porto de; CARARO, Aryane. Extraordinárias – Mulheres que revolucionaram o Brasil. São Paulo: Seguinte, 2017.

Pesquisa pelo historiador Jonatha Ferreira

Redação pelo jornalista Gabriel Abilio

Ficha pelo Game Designer Daniel Medeiros

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