Gunucô (D&D 5ª ed) - Bestiário Tropical pag. 092

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Esse homem negro e tão comprido que lembrava até uma árvore em altura, sentava-se sozinho perto da fogueira da festa, comendo um bolo de milho e rindo. Seus olhos possuem um brilho mágico e sua pele tinha uma textura que lembra a casca de uma árvore. Suas roupas eram coloridas e em sua cabeça há um chapéu de palha.


Gunocô é como chamam tal ser celestial, protetor das matas e ajudante das divindades relacionadas a terra. Bastante ligado a bambuzais, auxilia aqueles que pedem com o coração cheio de bondade e ignora os malignos, mas se afasta de tais regiões uma vez ao ano, em um dia de festa, onde dá conselhos àqueles que o destino quis que ele intervisse, revelando presságios e dicas sobre seu presente e seu futuro.


Celestial de festa junina. Este celestial só virá por espontânea vontade a um local mundano uma vez ao ano, durante a festa do dia de São João (ou equivalente do cenário). Ele pode se disfarçar, assumindo formas ou apenas ficando invisível. É comum que ele utilize esse dia para fazer com que antigas profecias se cumpram ou alertar aqueles que merecem, desde que estejam na festa.


Invisibilidade relativa. Uma pessoa que esteja usando uma peça de roupa específica (um tipo de chapéu, um vestido azul, um sapato preto...) poderá ver o Gunucô mesmo quando invisível. O tipo da peça muda todos os dias e o Gunucô sempre sabe qual o tipo exata da vestimenta necessária para que alguém possa enxergá-lo naquele dia.



Gunucô

Celestial grande, neutro e bom

 

Classe de Armadura: 17 (armadura natural)

Pontos de vida: 143 (26d8 + 26)

Deslocamento: 9 m

 

FOR DES CON INT SAB CAR

13 (+1) 14 (+2) 13 (+1) 14 (+2) 21 (+5) 19 (+4)

 

Salvaguardas: Des +7, Int +7, Sab +10, Car +6

Perícias: Arcano +7, Historia +7, Intuição +10, Natureza +7, Religião +7, Sobrevivência +10, Percepção +10

Sentidos: Visão no escuro 18 m, percepção passiva 20

Idiomas: Comum, Silvestre e Celestial.

Desafio: 12 (8.400 XP) Bônus de Proficiência: +4

 

Conjuração Inata. A habilidade de conjuração do Gunucô é Sabedoria (CD de salvaguarda de magia 14). Ele pode conjurar, inatamente, as seguintes magias, sem necessidade de componentes materiais:

À vontade: Arte Druídica, Augúrio, Aumentar/Reduzir, Criar Chamas, Curar Ferimentos, Passo sem Pegadas, Remover Maldição.

3/dia cada: Comunhão com a Natureza, Dominar Fera, Mover Terra, Presságio, Teleporte via Plantas.

1/dia cada: Controlar o Clima, Muralha de Espinhos, Restauração Maior, Transição Planar.


Metamorfo. O Gunucô pode usar uma ação para metamorfosear-se na forma de um animal, um humanoide adulto ou criança, ou de volta para sua forma celestial. As estatísticas dele são as mesmas em qualquer forma, exceto pelas mudanças de deslocamento indicadas. Qualquer equipamento que ele estiver usando ou carregando não é transformado. Ele reverte para a forma verdadeira ao morrer.

 

Ações:


Ataques Múltiplos. O Gunucô faz dois ataques com o punho.


Punho. Arma de Combate Corpo a Corpo: +9 para acertar, alcance 1,5 m, um alvo. Dano: 12 (2d6 + 5) pontos de dano contundente mais 9 (2d8) pontos de dano radiante.


Invisibilidade. Gunucô fica magicamente invisível até atacar ou até sua concentração acabar (como se estivesse se concentrando em uma magia). Qualquer equipamento que ela esteja usando ou carregando também fica invisível.

 

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Imagem: Sérgio Santos


Fontes de pesquisa:


ALVES, Januária. Abecedário de Personagens do Folclore Brasileiro. 1ª Edição. São Paulo: FTD: SESC Edições, 2017.


BASTIDE, Roger. L'Islam noir à Bahia d'après les travaux de l'école ethnologique brèsilienne. Revista de História, v. 2, n. 5, p. 215-217, 1951.


CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do folclore brasileiro. 10ª ed. São Paulo: Ediouro, 1954.


GOMES, Marco Aurélio. Escravismo e cidade: notas sobre a ocupação da periferia de Salvador no século XIX. Revista de Urbanismo e Arquitetura, v. 3, n. 1, 1990.


LIMA, Patrícia. As Dualidades Bem/Mal e Belo/Feio na Construção Discursiva do Saci-Pererê em Monteiro Lobato. Dissertação de Mestrado. Pelotas: Universidade Católica de Pelotas, 2009.


QUERINO, Manuel. Costumes Africanos no Brasil. 2ª ed. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, 1988.





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