Iara (D&D 5ª ed) - Bestiário Tropical pag. 008

Uma mulher de longos cabelos, e beleza sem igual, com a voz mais encantadora que já existiu, emerge das águas. Usa colares e adornos de penas, conchas e madeira. Aqueles que conseguirem prestar atenção em algo além de sua beleza percebem que ela possui uma cauda de peixe ao invés de pernas.


Iaras, também chamadas de Mães d'Água, são criaturas da natureza, ligadas aos rios, lagos e outros corpos de água doce. Podem ser de qualquer cor de pele, cor de cabelo ou de olhos, mas são sempre belíssimas e sedutoras. Gostam de seduzir e brincar com os homens, principalmente os vaidosos. Adoram receber devoção e brincar com o coração de seus amantes, mas são ciumentas, possessivas, volúveis e se cansam fácil deles. Se ficam com raiva de alguém, sua tática é a de afogá-los e deixar que as águas os levem.


Não existem machos dessa espécie e sabe-se que normalmente só existe uma em cada corpo d'água. Algumas vezes elas ajudam pescadores que se afogam ou perdem o rumo de suas casas, mas sempre esperam presentes em retorno.


Canção dos sonhos. O canto melodioso da Iara sempre encontra o caminho do coração de quem o escuta. Aqueles que são afetados por ela. Eles veem ilusões das coisas que mais desejam em suas vidas e tem a sensação de que terão tudo para si se a obedecerem cegamente. Esse efeito é mais forte perto da água. É comum que pessoas se vejam casados com a Iara em um castelo de ouro.


Iara

Feérico médio, caótico e neutro

 

Classe de Armadura: 17

Pontos de vida: 121 (18d8 +36)

Deslocamento: 3m, natação 15 m; 9 m na forma humanoide.

 

FOR DES CON INT SAB CAR

12 (+1) 17 (+3) 14 (+2) 12 (+1) 15 (+2) 18 (+4)

 

Salvaguardas: Int +4, Sab +5, Car +7

Perícias: Atuação +7, Persuasão +7

Resistências a dano: Concussão, Cortante e Perfurante de ataques não-mágicos.

Sentidos: Visão no escuro 18 m, percepção passiva 12

Idiomas: Comum, Aquan, Silvestre e Élfico (e idiomas indígenas, caso existam no cenário).

Desafio: 5 (1.800 XP)

 

Anfíbio: Essa criatura pode respirar ar e água.


Beleza Divina: A classe de armadura da Iara inclui seu bônus de Carisma.


Conjuração Inata. A habilidade de conjuração da Iara é Carisma (CD de resistência de magia 15). Ela pode conjurar, inatamente, as seguintes magias, sem necessidade de componentes materiais:


À vontade: Moldar Água*, Taumaturgia.

3/dia cada: Comando, Restauração Menor.

1/dia cada: Controlar Água, Rogar Maldição.


Metamorfo. A Iara pode usar uma ação para metamorfosear-se em um humanoide médio ou de volta para sua forma feérica. Suas estatísticas são as mesmas em qualquer forma, exceto pelas mudanças de deslocamento indicadas. Qualquer equipamento que ela estiver usando ou carregando não é transformado. Ela reverte para a forma verdadeira ao morrer.


Resistência à Magia. A Iara possui vantagem em testes de salvaguarda contra magias e outros efeitos mágicos.

 

Ações:


Chicote de Água. Ataque Mágico Corpo a Corpo: +7 para acertar, alcance 3 m, um alvo. Dano: 18 (4d6 + 4) pontos de dano cortante.

Abraçar. Arma de Combate Corpo a Corpo: +7 para acertar, alcance 1,5 m, um alvo. O alvo está agarrado e contido pela Iara (CD 15 para escapar). Se o alvo estiver prendendo a respiração, fica automaticamente sem fôlego e não oferece nenhuma penalidade de deslocamento ao ser arrastado por ela. A Iara tem vantagem para aplicar esse ataque contra uma criatura que esteja enfeitiçada por ela e a criatura enfeitiçada tem desvantagem para escapar do abraço.


Canto Hipnótico. Um humanoide a até 18 metros, da Iara, que ela possa ver e que possa ouvi-la, deve ser bem sucedido em uma salvaguarda de Sabedoria (CD 15) ou ficará magicamente enfeitiçado por 1 dia. O alvo enfeitiçado deseja ficar sempre o mais próximo possível da Iara e ela pode dar ordens ao alvo, que deve segui-las da melhor forma possível. Se o alvo sofrer qualquer ferimento causado pela Iara ou aliados dela ou se receber um comando suicida, ele pode repetir a salvaguarda, terminando o efeito se obtiver sucesso. Se a salvaguarda do alvo for bem sucedida, a criatura fica imune ao Canto Hipnótico pelas próximas 24 horas.


*Guia de Xanathar para todas as Coisas

 

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Imagem original: Bernardo Curvelo


Fontes de pesquisa:


ALVES, Januária. Abecedário de Personagens do Folclore Brasileiro. 1ª Edição. São Paulo: FTD: SESC Edições, 2017.

BRAGA, Julio S. NOTAS SOBRE A PESCA DO XARÉU: FOLCLORE E COMPROMISSO RELIGIOSO. Afro-Ásia: Centro de Estudos Afro-orientais | UFBA. nº 10-11. Salvador. 1970.

CASCUDO, Câmara. Geografia dos Mitos. 1ª ed. São Paulo: Global editora. 2012.

DAMACENO, Julio Cesar; PIEDADE, Acácio. Um vocalise nordestino na Amazônia: considerações sobre a Mãe d’Água em Canticum naturale, de Edino Krieger. Revista brasileira de música. v. 33, n. 1, Publicação do programa de pós-graduação em música escola de música da Universidade Federal do Rio de Janeiro. jan.–jun, 2020.

FRANCHINI, Ademilson. As 100 Melhores Lendas do Folclore Brasileiro. Porto Alegre: L&PM Editores. 2011.

HAUG, Martha. Lirismo das Águas. Artigo apresentado no Colóquio de Estudos Inter-Culturais de Paraty, 2004.

MARTINI, Gerlaine. Faces da Mãe D’Água: Saberes da Conservação. Revista Calundu - vol. 1, n.2, jul-dez 2017

MORAIS, Raimundo. O meu dicionário de cousas da Amazônia. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2013.

NETO, Simões L. Contos Gauchescos e Lendas do Sul. Porto Alegre: L&PM Editores. 2013.

PEREIRA, Franz. Painel de Lendas & Mitos da Amazônia. Artigo vencedor do Concurso "Folclore Amazônico 1993" da Academia Paraense de Letras. 1ª reedição revisada. Belém. 2001.

ROMERO, Sílvio. Contos Populares do Brasil. Vol 3. 2ª ed. Jundiaí: Cadernos do Mundo Inteiro. 2018.


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