Jaraguá (D&D 5ª ed) - Bestiário Tropical pag. 077

Atualizado: 4 de mar.

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Uma carcaça de cavalo, preenchida por sombras vivas que se misturam a musgo, lama e folhagem velha, com grandes olhos coloridos que não esboçam emoção alguma, começa a se mover. Ela faz um som matraqueante, batendo sua mandíbula cadavérica, e parece que acabou de farejar sua próxima vítima.


Jaraguás são seres de pântanos e brejos que perseguem aqueles que cometem o pecado de sair em dias santos ou que andam por esses lugares durante a noite. Normalmente crianças perdidas, bêbados e pescadores que insistem em trabalhar em feriados acabam por servir de vítimas para essa fera. São criaturas bastante silenciosas, apesar de seu tamanho, e atacam sem qualquer piedade ou remorso.


Festejos de Jaraguá. Em algumas vilas próximas de mangues, os habitantes descobriram que é possível evitar avanços de jaraguás para dentro da vila, realizando homenagens, durante alguma festa anual de música e alegria, onde pessoas se vestem de jaraguás, brincam e dão sustos nos outros. Se esse ritual ocorrer por muitas décadas, os jaraguás podem até se transformar em guardiões espirituais desses vilarejos, adquirindo características que os permitam caçar seres malignos, principalmente durante essas festas. Caso as homenagens parem de ocorrer, os jaraguás retornam ao seu comportamento original.



Jaraguá

Feérico Grande (papão), caótico e neutro

 

Classe de Armadura: 14 (armadura natural)

Pontos de vida: 51 (6d10+18)

Deslocamento: 9 m

 

FOR DES CON INT SAB CAR

21 (+5) 14 (+2) 16 (+3) 5 (-3) 12 (+1) 11 (+0)

 

Perícias: Furtividade +4, Percepção +3

Resistências a Dano: Necrótico, venenoso; Cortante, contundente e perfurante de ataques não-mágicos.

Vulnerabilidade a Dano: Ígneo.

Imunidade a condições: Envenenado, enfeitiçado.

Sentidos: Visão no escuro 36m, percepção passiva 12

Idiomas: Nenhuma

Desafio: 4 (1.100 XP) Bônus de Proficiência: +2

 

Anfíbio. Esta criatura pode respirar ar e água.


Monstro do Pântano. O Jaraguá não sofre redução de deslocamento pro andar na lama ou terreno similar e tem vantagem em teste de destreza (Furtividade) nesses ambientes.


Olfato Apurado. Esta criatura tem vantagem em testes de Sabedoria (Percepção) que dependam do olfato.


Resistência à Magia. Esta criatura tem vantagem em salvaguardas contra magias e outros efeitos mágicos.

 

Ações:


Ataques Múltiplos. O Jaraguá faz dois ataques.


Mordida. Arma de Combate Corpo a Corpo: +7 para acertar, alcance 1,5 m, um alvo. Dano: 14 (2d8 + 5) pontos de dano perfurante.


Cauda. Arma de Combate Corpo a Corpo: +7 para acertar, alcance 1,5 m, um alvo. Dano: 12 (2d6 + 5) pontos de dano contundente, e o alvo fica agarrado (CD 15 para escapar). Até o agarrão terminar, o alvo está contido e o Jaraguá não pode agarrar outro alvo.

 

Variação: Jaraguá Carnavalesco


Esta versão aparece apenas em festejos de alegria e folia, devorando espíritos malignos que atrapalhariam a festa, mas ela ainda pode acabar perseguindo algumas pessoas travessas ou de caráter ruim. Seu carisma aumenta para 15 (+2), sua tendência muda para caótica e boa e ela tem as seguintes características adicionais:


Armas Mágicas. Os ataques do Jaraguá são mágicos.

Detectar Aparição. O Jaraguá pode detectar mortos vivos e inferos como se estivesse sob o efeito da magia Detectar Mortos-Vivos.

Visão Etérea. O Jaraguá pode ver a até 18 metros no Plano Etéreo quando está no Plano Material e vice-versa.


E as seguintes opções de ação:


Devorar aparição. Um morto vivo ou ínfero agarrado pelo Jaraguá deve fazer uma salvaguarda de sabedoria CD 12 ou sofrera 18 (4d8) pontos de dano psíquico.


Forma Etérea. O Jaraguá pode acessar o Plano Etéreo do Plano Material, ou vice-versa. Ele é invisível no Plano Material enquanto estiver na Fronteira Etérea, e vice-versa, além de não poder afetar ou ser afetado por nada no outro plano.

 

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Imagem: Ícaro "Elchavoman" Maciel


Fontes de pesquisa:


BARROSO, Oswald. Reis de Congo: Teatro Popular Tradicional. Fortaleza: Ministérios da Cultura, 1997.


PRESTES, Gabriela Alvarenga. Cultura popular e gestão municipal: o caso do (a) Jaraguá-cabeça-de-cavalo em Anchieta, Espírito Santo. PROA Revista de Antropologia e Arte, n. 3, 2011.


O Jaraguá (documentário). 10 '20''. 1ª Mostra Capixaba de Audiovisual Histórico-Cultural (MCA Histórico-Cultural). Marataízes, 2017.


Entrevista com Márcio Guimarães, especialista em folguedos catarinenses, Guilherme Ramos, escritor e pesquisador de cultura popular alagoana, e Auryo Jotha, escritor e pesquisador de cultura popular piauiense.



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