Mãe d'Ouro (D&D 5ª ed) - Bestiário Tropical pag. 040

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Uma bela mulher de pele e cabelos dourados, usando um vestido claro, flutua, leve como se deslizasse no ar. Seu corpo emite uma aura de luz suave e calma. Seus cabelos cacheados soltam pequenas centelhas de luz inofensivas e pepitas de ouro e bolas de fogo a orbitam magicamente. Sua expressão é alegre e jovial, mas bastante imponente.

Guardiãs dos tesouros ocultos, essas criaturas celestiais costumam viver isoladas em rios ou montanhas. Sua missão é garantir que apenas pessoas merecedoras segundo seus padrões celestiais ou para cumprir antigas profecias, cheguem àquelas riquezas. São especialmente ligadas com noites de tempestade e rios de águas cristalinas.

São criaturas bastante alegres e misericordiosas e têm grande afinidade com mulheres, a quem gostam mais de realizar seus sonhos. Também possuem o desejo de proteger e ajudar os mais fracos e necessitados, mas só o fazem quando realmente necessário. Algumas passam o tempo observando de longe a vida dos mortais e frequentemente são confundidas com estrelas.

Conduta. Mães d'Ouro não deveriam intervir no destino dos mortais, senão para mostrar os tesouros aos mais dignos, mas sua natureza bondosa as vezes acaba por fazer com que quebrem sua imparcialidade em prol de dar pequenas ajudas. São criaturas pacientes e complacentes, mas podem ser muito perigosas se conseguirem deixá-las irritadas.

Astro Vivo. A Mãe d'Ouronão precisa comer, beber, dormir ou respirar e não envelhece.

Transportar Tesouros. Se percebem que pessoas de má índole se aproximam dos tesouros que é guardiã, uma Mãe d'Ouro é capaz de realizar um ritual que poderá mover teletransportar complemente o tesouro para outra localidade. Este ritual leva uma hora. O tesouro reaparecerá em um local seguro, como um templo abandonado, o interior de uma caverna ou o fundo de um rio, que a Mãe d'Ouro do ouro sabe onde fica. É possível mover várias toneladas de tesouros dessa forma, inclusive tesouros naturais, como pedras preciosas e veios de ouro incrustados na pedra sólida. No local onde aparecem, será possível ouvir um grande estrondo, audível a dezenas de quilômetros.


Mãe d'Ouro

Celestial médio, neutro e bom

 

Classe de Armadura: 15 (armadura natural)

Pontos de vida: 65 (10d8 +20)

Deslocamento: 9 m, natação 18 m, voo 18 m (planar)

 

FOR DES CON INT SAB CAR

11 (+0) 17 (+3) 14 (+2) 10 (+0) 18 (+4) 15 (+2)

 

Salvaguardas: Int +2, Car +4

Perícias: Intuição +6, Percepção +6

Resistência a Danos: Gélido, radiante; Contundente, cortante e perfurante de ataques não mágicos.

Imunidade a Danos: Ígneo, veneno

Imunidade a Condições: Agarrado, caído, envenenado, exausto, impedido, petrificado

Sentidos: Visão no escuro 36 m, percepção passiva 16

Idiomas: Comum e Celestial.

Desafio: 4 (1.100 XP)

 

Comunhão com a Riqueza. A Mãe d'Ouro sabe a localização precisa de qualquer quantidade de ouro ou outros de metais preciosos de uma região que ela esteja presente (um baú de ouro no meio da floresta, um veio de mitrhal em uma montanha, o saco com 3 moedas de bronze do ladrão...). Ela também sabe o caminho mais curto, o mais perigoso e o mais seguro para chegar naquele tesouro.


Conjuração Inata. O atributo de conjuração da Mãe d'Ouro é Sabedoria (CD de salvaguarda das magias 14, +6 para atingir com ataques de magia). Ela pode conjurar, inatamente, as seguintes magias, sem necessidade de componentes materiais:


À Vontade: Controlar Chamas*, Moldar Rocha, Moldar Terra*, Raio de Fogo

3/dia: Convocar Relâmpagos, Mover Terra, Repreensão Diabólica, Zona da Verdade

1/dia: Controlar o Clima.


*Guia de Xanathar para todas as coisas


Corpo Ardente. Uma criatura que toque a Mãe d'Ouro ou a atinja com um ataque corpo a corpo a até 1,5 metro dela sofre 5 (1d10) pontos dano de ígneo. Além disso, a Mãe d'Ouro pode entrar no espaço de uma criatura hostil e ficar parado nele. Da primeira vez que ele entra no espaço de uma criatura em um turno, a criatura sofre 5 (1d10) pontos dano de ígneo e pega fogo; até que alguém use uma ação para extinguir o fogo, a criatura sofre 5 (1d10) pontos dano de ígneo no início de cada um dos turnos dela.


Forma de Estrela. A Mãe d'Ouro pode usar uma ação para se transformar em uma esfera brilhante, que pode ser feita de luz, fogo ou ouro. Nessa forma ela não pode andar, apenas planar e nadar, seu voo aumenta em 6 m, seu tamanho se torna pequeno e não sofre ataque de oportunidade ao deixar a área de um oponente. Ela não pode manusear nenhum objeto, mas suas outras estatísticas permanecem iguais.


Iluminação. A Mãe d'Ouropode emitir luz plena num raio de 9 metros e penumbra a 9 metros adicionais.


Movimento Incorpóreo. A Mãe d'Ouro pode se mover através de criaturas e objetos como se eles fossem terreno difícil. Ele sofre 5 (1d10) pontos de dano energético se terminar seu turno dentro de um objeto.

 

Ações:


Toque Ardente. Ataque Mágico Corpo a Corpo: +5 para acertar, alcance 1,5 m, um alvo. Dano: 5 (1d10) pontos de dano ígneo.


Cegar. Todas as criaturas a 9 metros da Mãe d'Ouro devem fazer uma salvaguarda de constituição CD 12. Se falharem estarão cegas durante 1 minuto. A criatura pode repetir a salvaguarda no final de seus turnos e se for bem sucedida, o efeito se encerra.


 

Estrela Cadente.

A Mãe d'Ouro pode realizar o desejo de uma pessoa que lhe faça um pedido. Ela conjura a magia desejo como reação. Ela não poderá fazer isso de novo até o próximo amanhecer e não pode realizar dois desejos a uma mesma pessoa. Ela não pode realizar esse desejo de maneira compelida ou se o desejo não for totalmente sincero.

 

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Imagem: Michel Dante (edição nossa)


Fontes de pesquisa:


ALVES, Januária. Abecedário de Personagens do Folclore Brasileiro. 1ª Edição. São Paulo: FTD: SESC Edições, 2017.


ARAUJO; Alceu M. Estórias e Lendas de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Tomo I. 2ª edição. São Paulo: Edigraf. 1960.


CASCUDO, Câmara. Geografia dos Mitos. 1ª ed. São Paulo: Global editora. 2012.


BAVARESCO, A. ; BORGES, L. ; WEIZENMANN, Mateus. Recepção da tradição indígena na literatura de Simões Lopes Neto. Razão e Fé , v. 7, p. 163, 2005.


LACERDA, Regina. Estórias e Lendas de Goiás e Mato Grosso. 3ª ed. São Paulo: Edigraf, 1997.


TAVARES DE LIMA, Rossini. Mitos do Estado de S. Paulo. Revista do Arquivo Municipal Vol 117 - 120. São Paulo: Arquivo Municipal, 1947.


NETO, Simões L. Contos Gauchescos e Lendas do Sul. Porto Alegre: L&PM Editores. 2013.



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