Mãe da Peste (D&D 5ª ed) - Bestiário Tropical pag. 093

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A nuvem de vapor escuro exata um forte cheiro podre e se movimenta como se estivesse viva, viajando pelas frestas das janelas e portas. A névoa fétida manifesta o contorno de uma mulher, de rosto muito velho e feio, deformado em um sorriso sinistro.


Mães da Peste são um tipo maligno de elemental do ar, que espalham doenças em grandes cidades ou pequenas vilas. Normalmente atacam durante a noite, entrando nas casas silenciosamente e infectando seus moradores. Pouco se sabe de suas motivações para isso, apenas que podem permanecer por meses em um mesmo povoado, antes de partirem.


Cultivo Pestilento. Mães da Peste não precisam comer ou beber e se nutrem do efeito que suas doenças causam em uma população. Se todos os afetados em uma população ficam curados, a Mãe da Peste sofrerá efeitos de fome, o que pode deixá-la desesperada e violenta. Oferendas e sacrifícios podem ajuda a aplacar sua raiva.


Mãe da Peste

Elemental grande, neutro e mau

 

Classe de Armadura: 16

Pontos de vida: 105 (14d10 + 28)

Deslocamento: 9 m

 

FOR DES CON INT SAB CAR

14 (+2) 22 (+6) 14 (+2) 6 (-2) 13 (+1) 6 (-2)

 

Resistências a dano: Elétrico, trovejante; Contundente, cortante e perfurante de ataques não-mágicos.

Imunidades a dano: Venenoso

Imunidades a condições: Agarrado, contido, caído, envenenado, exausto, inconsciente, paralisado, petrificado.

Sentidos: Visão no escuro 18 m, percepção passiva 11

Idiomas: Auran

Desafio: 6 (2.300 XP) Bônus de Proficiência: +3

 

Forma de Ar e de Peste. A Mãe da Peste pode entrar no espaço de uma criatura hostil e ficar parado nele. Ela pode se mover através de um espaço de até 2,5 centímetros de espessura sem se espremer. Uma vez por turno, quando uma criatura respirar dentro do espaço da Mãe da Peste deve fazer uma salvaguarda de Constituição CD 13, se falhar recebera uma da doença aleatória. Role 1d6 para escolher o sintoma mais forte da doença dentre os seguintes:


1. Febre. A criatura têm desvantagem nas jogadas de ataque, salvaguardas e teste de força.

2. Enxaqueca. A criatura tem desvantagem em salvaguardas de inteligência e jogadas que requeiram concentração, inclusive para manter magias.

3. Enjoo. A criatura têm desvantagem nas jogadas de ataque e salvaguardas de constituição.

4. Tontura. A criatura têm desvantagem nas jogadas de ataque e salvaguardas e testes de destreza.

5. Dificuldade Respiratória. A criatura passa receber 1 nível de exaustão quando faz atividades físicas moderadas, como 1 minuto de combate ou 30 minutos de caminhada.

6. Hemorragia Interna. A cada 24 horas a criatura sofre 4 (1d8) pontos de dano necrótico. Esse dano não pode ser reduzido, a criatura tem seu pontos de vida reduzidos em um valor igual ao dano sofrido. Ela só poderá recuperar os PVs reduzidos depois que não estiver mais doentes.


Uma criatura pode acumular diversos sintomas e pode repetir a salvaguarda a cada 24 horas. Se for bem sucedida, ela termina o efeito de todos os sintomas da doença sobre si. Essas doenças são mundanas e podem ser tratadas com medicina e ervas.


Resistência à Magia. Esta criatura tem vantagem em salvaguardas contra magias e outros efeitos mágicos.

 

Ações:


Ataques Múltiplos. A Mãe da Peste faz dois ataques com pancada.


Pancada. Arma de Combate Corpo a Corpo: +9 para acertar, alcance 1,5 m, um alvo. Dano: 15 (2d8 + 6) pontos de dano contundente mais 7 (2d6) pontos de dano venenoso.


Vendaval (Recarrega 4–6). Cada criatura no espaço da Mãe da Peste deve realizar uma salvaguarda de Força CD 13. Se falhar, o alvo sofre 15 (3d8 + 2) pontos de dano contundente e é arremessado a até 6 metros da Mãe da Peste em uma direção aleatória e cai no chão. Se um alvo arremessado atingir um objeto, como uma parede ou solo, ele sofre 3 (1d6) pontos de dano contundente para cada 3 metros que ele percorreu. Se o alvo for arremessado em outra criatura, a criatura deve ser bem sucedida em uma salvaguarda de Destreza CD 13 ou sofrerá a mesma quantidade de dano e cairá no chão. Se a salvaguarda for bem sucedida, o alvo sofre metade dos pontos de dano contundente e não é arremessado ou fica caído no chão.

 

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Imagem: Rafael Gomes


Fontes de pesquisa:


BUCHILLET, Dominique. Interpretação de doença e simbolismo ecológico entre os índios Desana. In: Boletim do Museu Paraense Emilio Goeldi. Belém: Série antropológica, 1988.


CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do folclore brasileiro. 10ª ed. São Paulo: Ediouro, 1954.


KIFFER, Ana Paula. Narrativas da peste, poéticas e estéticas de contágio: da Primavera Árabe às Jornadas de Junho. Tese de Doutorado. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2018.




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