Papa-Figo (D&D 5ª ed) - Bestiário Tropical pag. 082

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Há uma maldição de origem mágica e causa desconhecida assola pessoas de todo o mundo. Seus portadores começam a apodrecer, lentamente. Primeiro pela pele, depois na carne e no sangue, até uma morte dolorosa se abater sobre o doente. A única coisa que pode impedir o avanço da doença é se o amaldiçoado ingerir um ensopado feito com fígados de crianças humanoides saudáveis. Quanto mais avançada a doença estiver, mais fígados serão necessários. Por esse motivo, esses doentes são chamados de Papa-Figos.


Os que padecem dessa praga acabam quase sempre como pessoas solitárias e vivendo às margens da sociedade, mas muitos conseguem se disfarçar e sobreviver por décadas. Apesar dos efeitos colaterais, como descamação da pele e deformação do rosto (papa-figos quase sempre são muito feios), a maldição também os dota de força e agilidade, que normalmente usam para apanhar suas presas, e aqueles que conseguem fígados o suficiente conseguem estender o limite de suas vidas muito além do que suas raças normalmente conseguiriam.


Maldição incurável. Apesar de progredir como uma doença, a maldição dos papa-figos não é contagiosa, embora pessoas que encostem em seu corpo possam sofrer efeitos temporários. Magias ou habilidades que removem doenças não surtem qualquer efeito contra essa enfermidade.


Homem do saco. Para ser eficiente contra esse mal, o Papa-Figo precisa cozinhar o fígado da criança

logo após ele ter sido extraído do corpo dela. Por esse motivo, eles costumam capturá-las e levá-las vivas até o local onde preparam sua receita. Isso faz com que tenham recebido a alcunha de "homens do saco", pela forma como acabam carregando suas vítimas.

Lacaios e bandos. Por conta do estilo de vida que acabam vivendo, é incomum que papa-figos fiquem dentro da lei, o que faz com que, muitas vezes acabem formando bandos ou conseguindo capangas para obterem crianças e para participar de outras atividades ilegais.


Papa-Figo (humano)

Humanoide Médio (Humano, Papão), Neutro e Mau

 

Classe de Armadura: 18 (placas)

Pontos de vida: 36 (8d8)

Deslocamento: 9 m

 

FOR DES CON INT SAB CAR

17 (+3) 13 (+1) 10 (+0) 11 (+0) 11 (+0) 15 (+2)

 

Salvaguardas: Con +2, Sab +2

Perícias: Furtividade +5, Percepção +2, Persuasão +3, Sobrevivência +2

Sentidos: Visão no escuro 18 m, percepção passiva 12

Idiomas: Uma língua qualquer (normalmente comum)

Desafio: 3 (700 XP) Bônus de Proficiência: +2

 

Bravura. O Papa Figo tem vantagens em salvaguardas contra amedrontamento.

Magia Inata. O Papa Figo pode conjurar a magia sugestão duas vezes ao dia, sem a necessidade de componentes mágicos. O atributo de conjuração é carisma, a CD da salvaguarda é 12.

Praga do Papa-Figo. Parte da maldição do Papa-Figo consegue afetar pessoas próximas. Quando o Papa Figo causar dano com uma arma corpo a corpo o alvo deve fazer uma salvaguarda de Constituição CD 12. Se falhar, o alvo fica doente por uma hora, recebe desvantagem nas salvaguarda de Constituição e a armadura natural da criatura é reduzida em 2, com o mínimo de 0. Elementais, mortos-vivos e constructos são imunes a essa característica.

 

Ações:


Ataques Múltiplos. O Papa Figo faz dois ataques corpo a corpo

Espada Grande. Arma de Combate Corpo a Corpo: +5 para acertar, alcance 1,5 m, um alvo. Dano: 10 (2d6 + 3) pontos de dano cortante.


Besta Pesada. Arma de Combate à Distância: +3 para acertar, distância 24/97 m, um alvo. Dano: 6 (1d10 + 1) pontos de dano perfurante.

Mordida. Arma de Combate Corpo a Corpo: +5 para acertar, alcance 1,5 m, um alvo. Dano: 5 (1d4 + 3) pontos de dano perfurante.

Liderança (Recarrega após um Descanso Curto ou Longo). Por 1 minuto, uma vez por rodada, o Papa-Figo pode proferir um comando ou aviso especial para que qualquer criatura não-hostil que ele possa ver, a até 9 metros dele, realize uma jogada de ataque ou uma salvaguarda. A criatura pode adicionar um d4 a jogada, considerando que ela possa ouvir e compreender o Papa-Figo. Uma criatura pode ser beneficiada por apenas um dado de Liderança por vez. Esse efeito termina se o Papa-Figo estiver incapacitado.

 

Reações:


Aparar. O Papa Figo adiciona 2 à sua CA contra um ataque corpo a corpo que poderia atingi-lo. Para tanto, o Papa Figo deve poder ver o atacante e estar empunhando uma arma corpo a corpo.

 

Modelo de Papa-Figo


O Papa-Figo pode ser um humanoide, gigante, ou um feérico ou monstruosidade que sejam sencientes e tenham tamanho pequeno ou maior. Quando uma criatura se torna um Papa-Figo, ele mantem suas estatísticas, exceto pelas descritas abaixo.


Tipo. O Papa-Figo recebe o subtipo Papão.


Valores de Atributo. O valor de Destreza do Papa-Figo aumenta em 2, O valor de Força aumenta em 1 e o valor de Constituição diminui em 4.


Classe de Armadura. A armadura natural do Papa Figo reduz em 2, até o mínimo de 0.


Proficiência em Perícia. Furtividade. O bônus de proficiência do Papa-Figo é dobrado em seus testes de Destreza (Furtividade).


Sentidos. O Papa-Figo recebe visão no escuro com alcance de 18 metros.


Magia Inata. O Papa-Figo pode conjurar a magia sugestão duas vezes ao dia, sem a necessidade de componentes mágicos. O atributo de conjuração é carisma.


Praga do Papa-Figo. Parte da maldição do Papa-Figo consegue afetar pessoas próximas. Quando o Papa Figo causar dano com uma arma corpo a corpo o alvo deve fazer uma salvaguarda de Constituição CD igual 8 + proficiência + modificador de Carisma do Papa-Figo. Se falhar, o alvo fica doente por uma hora, recebe desvantagem nas salvaguarda de constituição e a armadura natural da criatura é reduzida em 2, com o mínimo de 0. Elementais, mortos-vivos e constructos são imunes a essa característica.


Ataques. O Papa-Figo ganha dentes mais afiados e fortes. Em um acerto, uma mordida causa dano de perfurante igual a 1d4 + o modificador de Força do Papa Figo, se o Papa Figo for Grande, 2d4 + seu modificador de Força, e se o Papa Figo for Enorme ou maior, 3d4 + seu modificador de Força.

 

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Imagem: Rodney Buchemi, para o livro "Lendas", da editora Chiascuro.


Fontes de pesquisa:


ALVES, Januária. Abecedário de Personagens do Folclore Brasileiro. 1ª Edição. São Paulo: FTD: SESC Edições, 2017.


CASCUDO, Câmara. Geografia dos Mitos. 1ª ed. São Paulo: Global editora. 2012.


CORSO, Mário. Monstruário: Inventário de entidades imaginárias e de mitos brasileiros. 2ª ed. Porto Alegre: Tomo Editorial, 2004.


COSTA, Andriolli. Sangue e fígado: a persistência das imagens simbólicas sobre a lepra a partir do mito do Papa-Figo. Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde, v. 14, n. 2, 2020.


FREYRE, Gilberto. Assombrações do Recife Velho. Rio de Janeiro: José Olympio, 1974.


TAVARES DE LIMA, Rossini. Mitos do Estado de S. Paulo. Revista do Arquivo Municipal. Vol 117 - 120. São Paulo: Arquivo Municipal, 1947.


VIDAL, Ademar. Lendas e superstições: contos populares brasileiros. Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1950.






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