Pisadeira (D&D 5ª ed) - Bestiário Tropical pag. 046

Esta criatura foi escolhida pelos nossos apoiadores.


Uma velha esquelética de pele cinzenta e cheia de rugas, vestida com trapos. Seus dentes são irregulares, amarelados e pontudos, suas unhas são compridas e sujas e seu cabelo é bagunçado, ressecado e cheio de falhas. Seus pés são bem grandes e duros. É alta e esguia e tem o rosto contraído em um sorriso permanente de malícia.


Pisadeira é uma espécie de bruxa dos pesadelos que se alimenta do desespero que causa nas pessoas. Em sua grande maioria, são fêmeas, mas existem alguns raros casos de exemplares machos, chamados de pisadeiros, normalmente barbudos e tão feios quanto suas irmãs. Costumam usar de sua invisibilidade para observar a vida das pessoas e encontrar alvos, preferencialmente solitários e propensos ao desespero, que serão suas vítimas por muito tempo ou até que exagerem e acabem os matando.


Quando escolhem um alvo, passam a invadir sua casa e torturá-lo, deixando-o imobilizado, subindo sobre seu peito e causando pesadelos enquanto o pisoteia ou aperta seu pescoço com os pés, mas sem jamais matá-lo. Algumas vezes estes alvos chegam a enlouquecer, principalmente se acordam com dores pelo corpo, não veem ninguém no cômodo e não conseguem se mexer por muito tempo. Todavia, pisadeiras raramente matam suas vítimas, pois isso significaria ter de encontrar um novo alvo mentalmente frágil e facilmente assustável.


Nutrição Macabra. Pisadeiras não precisam comer ou beber, se alimentando exclusivamente de infligir dor e medo aos seus alvos ao menos uma vez a cada dois dias. Elas normalmente o farão de uma forma que seus alvos não consigam descobrir sua existência. A bruxa costuma se tornar cada vez mais cruel, para compensar qualquer resistência que o alvo possa adquirir com o tempo. Torturar alvos imunes ao medo não alimenta uma pisadeira.


Caminhar pelos Telhados. Pisadeiras costumam viver em locais escondidos do olhar de curiosos, como matas ou casas abandonadas. Algumas vezes, escondem-se no forro das casas de seus alvos e quando saem pela noite, é comum irem saltando de um telhado para outro, silenciosamente, no escuro.


Pisadeira

Feérico médio, caótico e mau

 

Classe de Armadura: 14 (armadura natural)

Pontos de vida: 65 (10d8 + 20)

Deslocamento: 9 m, escalar 9 m

 

FOR DES CON INT SAB CAR

14 (+2) 17 (+3) 14 (+2) 13 (+1) 15 (+2) 16 (+3)

 

Salvaguardas: Car +5

Perícias: Furtividade +5, Percepção + 4

Resistência a Danos: Contundente, cortante e perfurante de ataques não-mágicos.

Sentidos: Visão no escuro 18 m, Percepção passiva 14

Idiomas: Comum e Silvestre.

Desafio: 4 (1.100 XP)

 

Conjuração Inata. O atributo de conjuração da Pisadeira é Carisma (CD de salvaguarda das magias 13, +5 para atingir com ataques de magia). Ela pode conjurar, inatamente, as seguintes magias, sem necessidade de componentes materiais:


À Vontade: Ilusão Menor, Traquinagem

3/dia: Imobilizar Pessoa, Invisibilidade, Raio do Enfraquecimento, Sono.

2/dia: Forma Gasosa.


Resistência à Magia. Esta criatura tem vantagem nas salvaguardas contra magias e outros efeitos mágicos.

 

Ações:


Ataques Múltiplos. A Pisadeira faz dois ataques: um com a Pisada e outro com o Toque do Pesadelo.


Pisada. Arma de Combate Corpo a Corpo: +4 para acertar, alcance 1,5 m, um alvo. Dano: 6 (1d8 + 2) pontos de dano contundente. Se o alvo estiver inconsciente, a Pisadeira pode agarrar automaticamente (CD 11 para escapar). Agarrado, o alvo está incapacitado. A Pisadeira pode agarrar somente uma criatura por vez.


Toque do Pesadelo. Arma de Combate Corpo a Corpo: +5 para acertar, alcance 1,5 m, um alvo. Dano: 13 (3d6 + 3) pontos de dano psíquico. O alvo deve fazer uma salvaguarda de Carisma CD 13 ou ficará amedrontado por 1 minuto. O alvo pode fazer uma outra salvaguarda no final de seu turno, encerrando o efeito se for bem sucedido. Esta habilidade não desperta uma criatura dormindo ou inconsciente. Ela assimila tudo com um pesadelo.

 

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Imagem: Vinicius Galhardo


Fontes de pesquisa:


ALVES, Januária. Abecedário de Personagens do Folclore Brasileiro. 1ª Edição. São Paulo: FTD: SESC Edições, 2017.


CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do folclore brasileiro. 10ª ed. São Paulo: Ediouro, 1954.


CASCUDO, Câmara. Geografia dos Mitos. 1ª ed. São Paulo: Global editora. 2012.


DE SÁ, José; MOTA-ROLIM, Sérgio. Sleep paralysis in Brazilian folklore and other cultures: a brief review. Frontiers in psychology, v. 7, p. 1294, 2016.


TAVARES DE LIMA, Rossini. Mitos do Estado de S. Paulo. Revista do Arquivo Municipal. Vol 117 - 120. São Paulo: Arquivo Municipal, 1947.

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