Porco Preto (D&D 5ª ed) - Bestiário Tropical pag. 041

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Um porco do mato, quase do tamanho e peso de um cavalo, de pelos escuros e sujos surge guinchando e correndo enlouquecido. Seus movimentos são bastante ágeis para uma criatura deste tamanho. Aqueles que pensam "Ah, é só um porco" mudam de ideia automaticamente ao perceber o olhar insano deste suíno macabro. O par de presas em sua boca e parece pronta para mastigar o primeiro ser vivo que alcançar.


Pouco se sabe sobre essa raça de porcos malditos. É dito que costumam aparecer no plano mortal sem um motivo ou objetivo ou, se estes existem, ainda não são conhecidos. Há quem acredite que sejam porcos comuns possuídos por entidades decadentes ou verdadeiras assombrações materializadas na terra por causa de sua fome e bestialidade. Estas criaturas, normalmente solitárias, costumam escolher um local ou uma área específica que consideram como seu território (um trecho de estrada, uma ponte, uma porteira de fazenda, uma mata...) e atacam violentamente qualquer um vejam passando por ali.


Porcos pretos parecem não temer ou mesmo distinguir a quem atacam, avançando com a mesma voracidade contra humanóides, animais e até seres sobrenaturais, independentemente de tamanho. A criatura pode perseguir aqueles que tentam fugir, mas perde o interesse caso o alvo se afaste demais do seu local de habitação, embora existam relatos de aventureiros perseguidos por quase meio quilômetro.


Aqueles que desejam enfrentar ou evitar um destes bichos devem estar ciente de seus hábitos noturnos (passam boa parte do tempo dormindo escondidos da luz e do sol), de sua grande velocidade e de seu couro mágico que dificilmente é ferido por ataques mundanos. Também que quando um deles decide que um determinado local lhe pertence, só é possível livrar-se do Porco através da morte ou de exorcismos e que ficam ainda mais violentos no período da quaresma (ou equivalente do cenário).


Comandar o Porco. Existem alguns relatos sobre porcos pretos que foram comandados por outros seres infernais, mas essa prática é bastante incomum, pois o Porco fica bastante incomodado em sair de sua área (o que o faz agir com maior brutalidade do que o normal) e porque é difícil que esses seres entendam tarefas mais complexas do que "ataque aquela fazenda" ou "destrua aquele vilarejo".


Porcão Preto

Ínfero grande, neutro e mau.

 

Classe de Armadura: 15 (armadura natural)

Pontos de vida: 51 (6d10 + 18)

Deslocamento: 15 m

 

FOR DES CON INT SAB CAR

17 (+3) 15 (+2) 16 (+3) 6 (-4) 13 (+1) 6 (-2)

 

Perícias: Percepção +3

Resistência a danos: Contundente, cortante e perfurante de ataques não-mágicos.

Sentidos: Visão no escuro 18 m, percepção passiva 13

Idiomas: Compreende infernal, mas não pode falar

Desafio: 4 (1.100 XP)

 

Corrida Veloz. Esta criatura pode usar Correr como ação bônus.


Incansável (Recarga após um Descanso Curto ou Longo). Se o Porco Preto sofrer 7 pontos de dano ou menos que reduzam seus pontos de vida a 0, em vez disso seus pontos de vida são reduzidos para 1.


Olfato Apurado. Esta criatura tem vantagem em testes de Sabedoria (Percepção) que dependam do olfato.


Repelir Projeteis. O Porco Preto recebe +4 de bônus na CA contra ataques feitos com armas à distância não mágicas.

 

Ações:


Mordida. Arma de Combate Corpo a Corpo: +5 para acertar, alcance 1,5 m, um alvo. Dano: 12 (2d8 + 3) pontos de dano perfurante.

 

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Imagem: Ryan Orndorff


Fontes de pesquisa:


ARAÚJO; Alceu M. Estórias e Lendas de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Tomo II. 2ª edição. São Paulo: Edigraf. 1960.


CARNEIRO JUNIOR. Renato Augusto et all; Lendas e Contos Populares do Paraná. Curitiba: Secretaria de Estado da Cultura, 2005.


CASCUDO, Luís da Câmara. Folclore do Brasil. 3ª ed. São Paulo: Global, 2012.


CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do folclore brasileiro. 10ª ed. São Paulo: Ediouro, 1954.


DE SOUZA, José Wellington. Porcos, humanos e lobisomens no imaginário rural: o uso estrutural do animal como símbolo que define a humanidade. ILUMINURAS, v. 17, n. 42, 2016.


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