Serpente da Ilha do Fogo (D&D 5ª ed) - Bestiário Tropical pag. 048

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Houve certa vez uma mulher, não se sabe de que raça, que vivia no sertão. Ela era muito linda, mas vaidosa e invejosa e desejava ser a única beleza daquelas terras. Dizem que, por tanto desejar o mau aos outros, certo dia ela se transformou em um monstro que refletia aquilo que ela era por dentro. Há quem diga que, na verdade, ela realizou um pacto com forças malignas para livrar-se das outras mulheres bonitas da região e que sua transformação foi o custo da barganha, transformando-se em uma arma para trazer o juízo final.


A mulher transformou-se em uma serpente gigante, com mais de dezenas metros, com escamas duras como pedras e a língua gotejando veneno. Seus olhos brilham e expelem chamas esverdeadas junto com sua respiração quando ela está irada. Seus movimentos causam tremores e fazem os rios se agitarem como em uma tempestade. Seu único objetivo agora é destruir tudo, começando pela região onde nasceu.


Tendo piedade dos mortais, uma bondosa divindade feminina aprisionou a serpente com três fios de seu cabelo e então soterrou seu corpo sob a Ilha do Fogo. Dizem que a besta dorme sob o Monte do Serrote, mas que, em noites sem lua, pescadores conseguem ver seus olhos brilhantes e sentem sua fúria, prometendo que se soltará e destruirá tudo o que vive.


Os fios. Três fios sagrados mantém a Serpente presa. Eles são mantidos intactos através da fé do povo da região. Cada fio representa uma virtude sagrada e se romperão caso o povo caia em luxúria, se esqueça dos mandamentos divinos e deixe de respeitar e temer os deuses.


O sertão vai virar mar. A cada fio que se rompe, desastres, como inundações e terremotos, acontecem, anunciando o fim eminente. Quando o último fio se romper, a Serpente estará livre e para devorar os mortais enquanto o nível de rios e mares vai subir sobre a terra seca.


A face da loucura. Apesar de ser uma criatura inteligente e com séculos de existência, a Serpente da Ilha do Fogo não possui qualquer resquício de sanidade e normalmente não fala, apenas grita e ataca. Nos momentos em que for provocada a falar, é possível que sua face se transforme temporariamente em um rosto feminino, com longos cabelos loiros e uma voz aterrorizante.


Serpente da Ilha do Fogo

Monstruosidade colossal, caótico e mau.

 

Classe de Armadura: 19 (armadura natural)

Pontos de vida: 462 (28d20 + 168)

Deslocamento: 15 m, escavação 15 m, natação 15 m

 

FOR DES CON INT SAB CAR

27 (+8) 14 (+2) 23 (+6) 10 (+0) 15 (+2) 9 (-1)

 

Salvaguardas: Con +11, Int +6, Sab +8, Car +5

Resistências a dano: Ácido, ígneo, gélido.

Imunidades a dano: Contundente, cortante e perfurante de ataques não-mágicos.

Imunidades a condições: Amedrontado e enfeitiçado.

Sentidos: Percepção as cegas 18 m, visão no escuro 36 m, percepção passiva 12.

Idiomas: Comum.

Desafio: 22 (41.000 XP)

 

Conjuração Inata. O atributo de conjuração da Serpente é Sabedoria (CD de salvaguarda das magias 16). Ela pode conjurar, inatamente, as seguintes magias, sem necessidade de componentes materiais:


À Vontade: Controlar Água, Maremoto*

2/dia: Controlar o Clima, Terremoto, Tsunami.


Monstro de Cerco. A Serpente da Ilha do Fogo causa o dobro do dano a objetos e estruturas.


Resistência à Magia. Esta criatura tem vantagem nas salvaguardas contra magias e outros efeitos mágicos.


Sangue Peçonhento. Uma criatura que causar dano com um ataque corpo a corpo a Serpente deve fazer um salvaguarda de constituição CD 19. Se falhar, sofre 13 (3d8) pontos de dano venenoso, ou metade deste valor se for bem sucedido.

 

Ações:


Ataques Múltiplos. A Serpente da Ilha do Fogo faz três ataques: dois com a cauda e outro com mordida. Ela pode usar engolir no lugar da mordida.


Mordida. Arma de Combate Corpo a Corpo: +14 para acertar, alcance 3 m, um alvo. Dano: 30 (4d12 + 8) pontos de dano perfurante mais 13 (3d8) pontos de dano venenoso. Se o alvo for uma criatura, ela fica agarrada (CD 21 para escapar). Até o agarrão acabar, o alvo fica impedido e a Serpente não pode morder outro alvo.


Cauda. Arma de Combate Corpo a Corpo: +14 para acertar, alcance 3 m, um alvo. Dano: 22 (4d6 + 8) de dano de concussão. Se o alvo for uma criatura, ela deve ser bem sucedida num salvaguarda de Força CD 21 ou será derrubada no chão.


Sopro Flamejante (Recarrega 5–6). A Serpente pode expelir fogo num cone de 24 metros. Cada criatura na área deve realizar uma salvaguarda de Destreza CD 19, sofrendo 63 (18d6) pontos de dano ígneo se falhar ou metade do dano caso obtenha sucesso.


Engolir. A Serpente realiza um ataque de mordida contra um alvo Grande ou menor que esteja agarrando. Se o ataque atingir, o alvo sofre o dano da mordida, é engolido e o agarrão termina. Enquanto estiver engolido, o alvo estará cego e impedido. Ele terá cobertura total contra ataques e outros efeitos de fora da Serpente e sofre 35 (10d6) pontos de dano ácido no começo de cada turno da Serpente.


A Serpente deve ser bem sucedida num salvaguarda de Constituição CD 20 no final de um turno em que sofrer 60 de dano por criaturas engolidas ou regurgitará todas as criaturas engolidas, que cairão em um espaço a até 3 metros.


Se a Serpente morrer, uma criatura engolida não estará mais impedida por ele e poderá escapar do corpo usando 6 metros de movimento, estando caída ao sair.


 

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Imagem: Daniel Hammer (sigam ele)


Fontes de pesquisa:


FERREIRA, Leuda. Retextualização de mitos e lendas: contribuições para a prática docente do 8° e 9° anos do ensino fundamental. Dissertação de Mestrado. Cajazeiras: UFCJ, 2019.


PIRES, Maria Franca. Lendas do Velho Chico. Juazeiro: Parlim, 1986.


PONTE, Maria Izabel. Era uma vez…: Lendas de Juazeiro e das cidades vizinhas do Vale do Rio São Francisco. Juazeiro: s/ed, 2009.


VASCONCELOS, Flávia Maria. Narrativas no ensino de artes visuais em Juazeiro-BA e Petrolina-PE. Dissertação de Mestrado. Recife: UFPE, 2011.


Depoimentos recolhidos pelo Grimório Tropical com moradores do estado de Pernambuco e Bahia.

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